31 de julho de 2008

Mesmo que ela soubesse que sentiria sua presença, preferiu ignorar. E não acreditar no seu pressentimento.
Mas o destino, ahh o destino!
O nervosismo foi controlado pela comilança e pela ansiedade de entrar naquela sala.
Ela estava linda e sua beleza foi o que a deixou segura de si, e muito mais feliz por ter ele ao seu lado.
Pensou em ligar para a amiga, gritar, chorar…pedir conselhos.
Porém, este pensamento assim como veio sumiu…
Ela tinha que se garantir e ir até o fim.
Bem…o fim demorou cerca de duas horas e meia, mas horas em que esteve completamente entretida ao lado do amado.
Isto valeu mais que qualquer visão, qualquer medo ou qualquer constrangimento.
15 de julho de 2008
Que saudades da cidade e daquele vai e vem de carros e de gentes.
Do barulho e do cheiro de pastel frito a cada esquina.
Aqui só se vê uma imensa massa cinzenta. E me perguntam:
Você não está na cidade?

P.S.I.U: Eu poderia contar apenas por verso e deixar assim este post. Mas preciso que vocês, queridos leitores, compreendam o porquê desta saudade. Alguns dias da semana passada estive no centro de Belo Horizonte, para ser mais específica, na região dos Hospitais. Calma, não estou doente (pelo menos acho que não…heheh). É que decidi aproveitar o período de férias da faculdade para fazer algumas consultas e aqueles exames de rotina. E eis que nas minhas inúmeras, cansativas, "hospitalares", e "laboratoriais" viagens ao centro da cidade me bateu uma saudade de quando trabalhava por ali na rua da Bahia. Não, confesso que não senti saudades de "onde" eu trabalhava. Mas daquele clima urbano e tão central que essa região tem. Os inúmeros ônibus, carros, pessoas, o comércio…Toda essa saudade só por que agora, estou trabalhando na região metropolitana de BH, algo mais "industrial" e muito mais fascinante!
8 de julho de 2008

Um olhar me queima, não de paixão ou por amor. Uma chama de dúvidas, que me persegue há alguns dias. As lágrimas que pouco a pouco tentam acalmar essa quentura não são capazes ao menos de baixar a temperatura em minhas pálpebras. As palavras que me calam, gritam por socorro. Não há ninguém que possa a não ser eu mesma. Lutar para reparar os danos, combater todos os enganos que cometi. Não vejo graça, nem tenho orgulho em dizer e em procurar tais pessoas. Apenas me envergonho por ter chegado a tal ponto. Não brinco, e não faço inferno. Apenas luto para não enlouquecer todos os dias. Não faço drama, ou me entristeço por acaso. Falo de vidas, de contatos, carinhos, saudades. Pela manhã, nem minhas mãos me obedeceram, ou simplesmente, ignoraram o bom senso e atropelaram-se em letras, frases e mensagens. Parece que o olfato, foi o único sentido que não me foi tirado por completo. Hoje o seu cheiro tomou conta das minhas narinas e por um impulso, ou um capricho comprei aquele utensílio que sem pedir licença me trouxe a sua lembrança. Hoje eu não chorei, as lágrimas é que me inundaram por dentro. Apenas um observador atento poderia vê-las, mesmo que por um instante sob meus óculos. Minha cabeça dói com tantos pensamentos. E até meu corpo parece doer com a luta que travo contra os meus próprios desejos.