Entre outras…

Entre outras pessoas, entre outros momentos, entre outras histórias, entre outras coisas sempre há alguma coisa a mais, algum ponto escondido, algum olhar enrustido, uma vírgula fora do lugar ou um tê sem cortar…

Uma

29 de agosto de 2008

Cresci tendo essa certeza. Fiz planos, me mudei para a capital e volta e meia me vem a cabeça uns pensamentos mui dispersos quanto a essa "certeza" toda. Ok, eu nunca disse que seria jornalismo e só. Ao contrário sempre pensei em também fazer outros cursos, especializações e tudo mais. O problema é que estou quase na reta final e sinto como se soubesse pouco, pouquinho, quase nada. Eu achava que faculdade seria assim: passar no vestibular, estudar e plim: teria uma profissão. (Tudo bem, eu não era tão ingênua assim, ou não).

Lembro-me de quando entrei na faculdade e alguém me perguntou o porquê da minha escolha. Se eu queria mudar o  mundo ou ganhar dinheiro?  (achei um absurdo aquela pergunta, e fui categórica na resposta).

- Quero formar e conscientizar as pessoas, combater o jornalismo marron.

A pessoa:

- Sei…sei. Eh, você está naquela fase de querer mudar o mundo.

Ainda tenho muitos sonhos, só tenho medo dos pesadelos que virão e dos que já estou tendo. Amadurecer deve doer, ou no mínimo causar uma baita crise de identidade. Será que as frutas também passam por isso? Não sei, a última vez que fui a um sacolão só comprei morangos e eles estavam tão branquinhos, coitados! Ehh vida, tô cansada dessa minha inércia, de só me revoltar e não fazer nada pra mudar. Mudar eu mesma, crescer, aprender…ler, ler, ler!

Na verdade, acho que tenho algum distúrbio ou problema. Toda vez que leio algo bacana e vou contar pra alguém acabo dizendo "nossa eu li uma coisa, não sei onde, que falava de alguma coisa desse tipo…" a pessoa olha pra minha cara tipo hã, e daí? Poxa! Toda vez que vou contar alguma coisa sou acometida por um surto de amnésia. Será que posso ser jornalista assim? Será que posso ser alguma coisa?

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Inteiros

19 de agosto de 2008

Somos dois e somos um. Sem medos ou dúvidas eu tinha a certeza de que ele era o cara.
E isso sim dava medo. Saber que era ele, o único que podia me acordar todos os dias com um sorriso inebriante e uma voz deliciosa.
Porque ele acorda assim. Ahh como é bom ouvir as melodias que ele canta, e a maneira como vai me consumindo pouco a pouco.
Ahh como são incríveis as coisas que ele me diz. Não são shaksperianas, diga-se lá de Álvares de Azevedo. O fato é que ele nasceu poeta, músico e escritor. Meio amigo, meio amante. Meu.

Sentada

15 de agosto de 2008

Eu passo de costas e não vejo

Eu passo o tempo todo no chuveiro

Eu tenho tinta no cabelo

Eu páro, escarro, choro

O tempo sorri sem pensar

Pé, pêlo

Menino que dorme cansado

Não é como o outro, do outro, do outro lado

Olho meu reflexo no vidro

Aqui não tem espelho

O fundo é um aparelho

Três, três, três

Eu quase posso sentir medo

Mas eu passo de costas

e não vejo

não vejo

não vejo

                          Percebo

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