Um par singular
13 de novembro de 2008
Eu queria te aceitar sem meias palavras. Aceitar suas roupas largadas, seu sorriso fechado, seu gosto de café. Queria aceitar seu corte de cabelo e a sua barba por fazer. Queria aceitar sua cabeça cheia de problemas, seus olhos cansados de tanto tentar. Olha você não compreende o esforço que eu faço para não bater o telefone na sua cara quando você diz aquelas gÃrias, bobagens. Olha você não sabe que eu não durmo com a luz acessa com medo do tempo passar e eu não dormir. Você precisa aceitar que eu durmo bem, que eu não penso como foi o dia. Eu vivo, eu vivo tão intensamente que consigo sorrir inexplicavelmente diferente de você. Eu queria aceitar que te amo, te engano, te quero. Eu queria aceitar você se agarrando nos meus cabelos, me cobrindo de carinhos e não ter impaciência. Eu queria aceitar seus beijos apaixonados, interrompidos por uma respiração ofegante que eu cismo em querer imitar. Olha eu sinto o meu pensamento longe, eu penso num futuro distante… Os pensamentos do hoje eu deixo pra lá, prefiro os planos de fim de ano e a escolha do vestido do baile. Prefiro sair sem destino e me entediar dentro de um carro à fazer uma reuniãozinha qualquer com pessoas que desconheço. Olha eu queria aceitar a gente, você e nós.

