De todas as maneiras
6 de janeiro de 2009
O primeiro post do ano não virá cheio de expectativas, esperanças e balanços. Não virá com sede de suco de laranja gelado, nem com fome de macarrão. Ele simplesmente virá com aquilo que tenho e com o pouco que sobrou de mim. Com o que me tornei e com a vontade de ser. Detesto clichês de “Ano Novo, vida nova” e não quero que ninguém me deseje amor. Álias, ninguém me desejou. É irônico, e seria até engraçado se não fosse trágico, e se não fosse clichê. E então? Isso quer dizer alguma coisa também, né? Talvez sim, talvez não. Talvez signifique que eu deveria ter rompido o silêncio e passado pelo orgulho e me entregado a fúria dos meus dedos e ter escrito uma mensagem. Talvez, mas não queremos interpretações, nem simbologias…queremos apenas viver, planejar futuros e selecionar aquilo que foi bom das nossas experiências, não é? Acho que sim… mas como posso pensar e dizer o que “querEMOS”. Posso dizer por mim, posso dizer sobre as coisas que eu quero. Afinal, agora sou só eu mesma com meu cozido na geladeira e uma porta capenga no quarto.
A carência vem e volta como uma brisa leve e fria. Acho que enquanto não passarem as chuvas o meu coração não vai cicatrizar das marcas que suas unhas deixaram, só espero que a temporada de seca não seja tão cruel e não me torne insensível a ponto de não me apressar e sentir o coração desandando a bater desvairado, afinal, já é verão.


Comentário por Mellon — 6 de janeiro de 2009 (15:51)
Ei!
Adorei seu blog, e particulamente esse post =**
Não ligo pra Natal nem Ano Novo também, na maioria das vezes assisto um filme pra tentar ignorar tudo a minha volta!
Até! O/
e de novo, seu blog eh demaaiz =***
Comentário por Fernando — 9 de janeiro de 2009 (15:32)
Nenhuma marca feita em outra estação é tão forte que o sol do verão não possa queimar. Arde e a gente não sabe mais o que fazer pra aliviar, não é? Mas eu acredito, e tenho que acreditar, que o verão vai fazer tudo passar.