Entre outras…

Entre outras pessoas, entre outros momentos, entre outras histórias, entre outras coisas sempre há alguma coisa a mais, algum ponto escondido, algum olhar enrustido, uma vírgula fora do lugar ou um tê sem cortar…

A posição

7 de janeiro de 2009

De pernas pro ar é a única posição que me atrai no momento. Exatamente por estar de férias e não poder estar assim “de pernas pro ar”. Aliás, a minha vida pode-se de dizer que estava assim, mas agora está chegando nos eixos. Eu poderia dizer entrando nos trilhos, mas não quero moldes e, trilhos seria um tipo de modelo a ser seguido no já traçado caminho. E outra, nunca andei de trem. Metrô já, toda segunda, inclusive. Mas trem, trem mesmo, não. Um dia ainda faço uma viagem…nem que seja pra Governador Valadares. Voltemos a minha vida…estou cheia de coisas, atividades, trabalho, estágio, roupas sujas, unhas por fazer e cansaço! Dormir tornou-se uma dolorosa aventura: o tempo é pouco, o colchão não ajuda e, por recomendações médicas, durmo sem travesseiro. Resultado: acordo as seis da matina com uma coluna clamando por pena e as costas implorando por uma massagem. Por isso que ficar de pernas pro ar, ou pra cima, ou sem fazer nada, ou de bobeira…ou sei lá o que mais essa expressão possa significar pra vocês, era tudo o que eu mais queria. Não estou reclamando, longe de mim. Estou adorando esse novo ritmo, esse corre-corre, enfim todas essas delícias estressantes que só quem vive assim, sabe como é bom desfrutá-las!

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Destino

31 de julho de 2008

Mesmo que ela soubesse que sentiria sua presença, preferiu ignorar. E não acreditar no seu pressentimento.
Mas o destino, ahh o destino!
O nervosismo foi controlado pela comilança e pela ansiedade de entrar naquela sala.
Ela estava linda e sua beleza foi o que a deixou segura de si, e muito mais feliz por ter ele ao seu lado.
Pensou em ligar para a amiga, gritar, chorar…pedir conselhos.
Porém, este pensamento assim como veio sumiu…
Ela tinha que se garantir e ir até o fim.
Bem…o fim demorou cerca de duas horas e meia, mas horas em que esteve completamente entretida ao lado do amado.
Isto valeu mais que qualquer visão, qualquer medo ou qualquer constrangimento.

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Um mundo de gente!

27 de junho de 2008

Algumas pessoas devem achar estranho, ou até mesmo indiferença da minha parte quando elas passam pela porta bem do meu lado e eu nem as olho. O que acontece é que em um dia normal de trabalho devem passar cerca de mil pessoas aqui do lado (isso quando não tem aquelas visitações de alunos de escola). Então, pára e pensa. Se eu for parar a cada pessoinha que vem correndo passando, esbarrando e quase me atropelando…eu não trabalho! Não é que eu seja uma insensível, completamente apática do mundo, pelo contrário, das muitas pessoas que sentam no pc do meu lado (que é tipo um pc para buscas rápidas porque o dia intero as pessoas passam por aqui só pra darem uma olhadinha no email, ou arquivar alguma foto) eu pergunto como estão, converso e elas até viram minhas amigas! O engraçado mesmo é que tem gente de todo tipo, aqueles que decoram nomes, zoam sua cidade e aqueles que nem sabem que eu existo. A vontade mesmo é dizer que eu também não sei seus nomes, cargos, endereço e NADA de todas elas e que elas deveriam me ajudar a lembrar de tudo isso! Já pensou que legal todo mundo andando pela redação com um cartaz enorme pregado nas costas com nome, editoria e cargo(hehehhe…É que só o crachá não resolve). Mas é óbvio que não posso fazer isso. Então, eu me concentro, esforço, tento mesmo, de verdade, decorar cada rosto, gravar o nome e se possível, identificar a editoria. Da mesma forma que é óbvio, que eu não consigo tudo isso 100%! Hoje quando estava no consultório médico uma senhorinha indignada com a demora do atendimento me disse uma coisa que também vale para o jornal, mas num outro contexto. Ela me disse "Ah menina, isso aqui é um mundo de gente"! E é mesmo, um mundo de gente que corre, escreve, apura, se estressa, dá risada, conversa no corredor, tem tempo pro cafezinho e até pra conversa com a estagiária! Um mundo de gente que tem me feito muito bem, um mundo de gente que tem precisa entender que não dá pra cumprimentar e conversar com esse mundão de gente, mas com um pouquinho de paciência e mais um tempinho (sem trocadilhos) eu aprendo tudinho.

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Convivência

30 de março de 2008

 

E não sei se por desamor ou por desafeto decidi nunca mais olhar em seus olhos. A repugnância que senti a cada palavra sua, me humilhava, me destruia. Seu orgulho e seu tom de quem sabe de tudo me deixava realmente magoada. Decidi que não ouvirei mais seus conselhos, nem recriminarei seus atos. Você já sabe o que faz, não é mesmo? Então vá, prossiga assim com toda a sua petulância. Não peço perdão, nem conselho. Peço que não inveje meu sorriso ou que não caçoe de mim quando eu fechar a porta chorando. Vou ser feliz ao meu modo, vou deixar as coisas acontecerem. Porque sei como ter você no meu mundo sem que faça alguma diferença, sei lidar com seu lixo e sua fossa. Porque de todos males o menor. Com tudo isso eu aprendi com você, eu aprendi como lidar com você. Obrigada.

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Lembranças dos domingos ‘esquecidos’…

28 de janeiro de 2008

Choveu tanto que achei que o domingo me pareceu ainda mais triste. Domingo que é domingo já é triste, é ruim, sem sal. Pelo menos foi assim que eu sempre pensei. Mas, ontem foi diferente. O friozinho que bateu foi ideal para que ficássemos agarrados o dia inteiro. Compartilhando do calor que nosso produz. Chovia lá fora e eu sorria por dentro. Cheguei a lembrar daquela velha calça de moletom azul… Meu Deus! Como era gostosa, daquelas que tem uma lãzinha quentinha por dentro, macia, macia! Que saudades daquela calça de moletom azul. Saudades dos dias frios da cidadezinha onde eu nasci. Saudades de ficar um tempão sem fazer nada. Pois, não podia assistir TV.
– É perigoso! Está relampejando, menina! — mamãe sempre alertava.
Não podia sair pra brincar na rua, não podia ler (a luz quase sempre ia embora nestes dias). O pior é que parecia perseguição com a minha implicância: dia frio, chuvoso e triste assim só caia aos domingos! Engraçado que pra ir à missa mamãe sempre dava um jeitinho! A gente morria de raiva, mais ia mesmo assim. Só sei que ontem, percebi que a calça azul trazia tanta coisa da minha infância, da minha vidinha por lá…que tive saudades! Tive saudades de saber que mesmo achando que aqueles dias eram tristes, eu tinha alguma felicidade. Nem que fosse pelo aconchego da calça de moletom azul e cordão em cima, daqueles que a gente amarra pra regular na cintura.
Depois de tanto tempo, vi que até os domingos não são dias tão ruins assim. Mesmo chuvosos, tristes, frios com um abraço apertado e um beijo bem quentinho tudo ficou mais alegre! Apesar da saudade da calça azul que mamãe deve ter dado pra alguém…

P.S.I.U: Esse post é dedicado a alguém incentivou para que ele fosse escrito!

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